ATENÇÃO: post looooooooongo :)

mochila - com carga de teste :)
Hoje parei de ficar pensando o que eu ainda preciso fazer, de manhã, e resolvi botar em prática este treino que já vinha querendo (e precisando) fazer, especialmente depois que comprei a bota nova: andar com a mochila carregada. Como ainda não estou com tudo pronto para a mochila, implementei minha idéia de fazer uma “carga-teste”, que no fim das contas atendeu plenamente ao meu objetivo: treinar e avaliar minha reação a uma caminhada mais extensa com a carga de 8-10kg que vou carregar durante o próximo mês.

gui cyborg - Eu paramentado para caminhar
Minha carga de testes consistia em materiais bem especiais (hahaha): um saco de ração do Paul, o isolante térmico da fabi, a capa extra do sofá da sala, de sarja pesada, e mais umas coisas que peguei aqui, completando 7kg no total (só a mochila pesa 2kg).
Aproveitando e atendendo ao pedido do meu amigo maluco Gui(nomo) que me escreveu ontem reclamando que não tinha foto minha de “chip acoplado, vestido de ciborgue” (rsrsrs), pedi pra Marlene tirar essa aqui ao lado, hoje na volta do treino. :)

Foi um treino curto para os padrões do caminho, mas minha idéia era começar leve mesmo pra ir acostumando, fazer uma preliminar - e acho que foi ótimo andar apenas 5km, para sentir as primeiras reações do corpo (tá bom, vai, não andei mais também porque saí meio tarde e comecei a ficar com fome). Tudo da lombar pra baixo fica “em evidência” - base das costas, joelho, coxas, panturrilha. Andar vários km carregando só você mesmo é meio moleza; quando a gente carrega 10% a mais de peso junto, começa a lembrar exatamente de cada músculo que aprendemos na aula de biologia e treinamos na academia… pensem nisso antes de comer chocolate (hehehe).

Nos primeiros 2km, senti mais o joelho e panturrilha; nas subidas senti bem o quadriceps (coxas) e glúteos (não, seus pervertidos, a bunda dói só por causa da caminhada mesmo - humpf) e nas descidas o joelho fica com bastante carga, mas tranquilo. A coisa boa é que comecei a fazer musculação no clube no mês passado, e continuo treinando membros inferiores pelo menos, desde ontem que já estava com o braço enfaixado. Bem que o Kiko sugeriu de treinar bastante panturrilha… bom aviso! Os treinos na academia estão começando a valer agora :)

Fiz um percurso aqui na região mesmo, com subidas, descidas e planos, mais e menos movimentados, pra ter uma “amostra variada” da caminhada (ver no fim do post). No meio do caminho, andei por dois bosques (terrenos vazios da região) e foi bem legal, pq além do visual diferente, andei pela grama, em uns pedaços acidentados, cruzei com uns cachorros que vieram pra cima de mim e já dei conta de espantar (como deve acontecer pelo Caminho) e no meio do primeiro bosque achei um galho de eucalipto muito bom pra fazer um cajado, pelo menos para os meus treinos! Tem a minha altura, razoavelmente reto e sem casca, vou dar um trato nele depois. E usar um cajado realmente ajuda na caminhada, como apoio extra para distribuir o peso para outras partes além das pernas, e também para marcar o ritmo da caminhada, funciona quase como um compasso.

Aliás, ele rendeu uma história engraçada: já depois da metade do caminho, quando estava caminhando na pista de corrida do alpha 1, passou por mim um cara afro-reggae total, me cumprimentou e falou que “com essa verga dá pra fazer um bom berimbau”… :) Figura o cara, mas muito simpático. Aliás, isso me fez prestar atenção nas outras pessoas pela rua: algumas ficam olhando com um sorriso, achando graça na minha figura pilgrim-style, outras só olham de rabo de olho, acho que com receio de ficar encarando e eu ser um psicopata, sei lá… como a gente tem vergonha de algumas coisas bobas as vezes né? Eu mesmo nem estava lembrando do meu visual, estava totalmente envolvido na minha caminhada treino, mas depois do episódio do “amigo capoeirista” comecei a notar a reação das pessoas com a minha passagem, foi bem curioso. Para botar sob perspectiva também, vale lembrar que não é todo dia que tem um maluco andando de mochila cargueira e cajado na mão em SP, ou aqui em Alphaville (que é basicamente um bairro-cidade do interior mas com cabeça de SP).

E mais uma vez, o Nike+ me surpreende positivamente, esse brinquedo é uma ferramenta não só de acompanhamento mas de motivação também: defini um workout de 3Km pra marcar um trecho de “ida” (tentando fazer 5-6km no total), e aí a cada meio km ele te dá o feedback da distância andada, quando chega na metade ele avisa que chegou no midpoint, e no km final vai falando a cada 100m: “faltam apenas x m para sua meta”. É quase um treinador de bolso! Depois que passei minha meta definida (3km), o feedback avisa a cada 0,5km extra (além da meta) também.

Isso me trouxe outro insight durante a caminhada: com esse controle e feedback, fiquei mais focado no passeio em si, em apenas ir andando e curtindo os lugares, ouvindo a música etc, sem ficar focado em quando já tinha andado; e acho que esse é um pouco o espírito que vou (ou pelo menos deveria) ter no Caminho. Até porque a gente se engana muito ao caminhar sem ter marcação de distância, sempre acha que andou muito mais que de fato. Com o nike+ controlando minha “meta” de distância a percorrer, desliguei disso e fui simplesmente andando até atingir meu objetivo.

Confiram ao lado a caminhada de hoje, segundo o meu amigo Nike+ ;)

(além de tudo tem código pra postar no blog com o gráfico da corrida!! ô bicho porreta! mereceu ganhar o Leão de Titanium em Cannes esse ano com a campanha.. e se tivesse prêmio para produto, tinha o meu voto também!)

OBS.: Os “vales” de performance foram quando eu parei para amarrar sapato, atravessar avenida, alongar um pouco e cumprimentar um pessoal que encontrei.
Mas é ou não é legal esse bichinho? (rs) De qualquer jeito, deu uma média boa, de 4,6 km/h, o que com a mochila achei que ficou ótimo para primeiro dia; mantendo essa média, dá pra fazer 20km em mais ou menos 4h20′, que é um bom número para o Caminho. Vamos ver na prática…

Agora vou fazer pelo menos 1 caminhada dessas todo dia, até a próxima quinta, aumentando a distância a cada dia.

ROTEIRO DE HOJE:
Saí de casa, desci pela Mamoré (plana), subi pela Amazonas até a metade onde cortei caminho, continuei subindo pela Itapecuru até a Universidade do Hamburguer, desci pela Grajaú, peguei a pista de corrida do residencial 1 por uma volta e aí segui para oeste, na direção do America, fui até o centro comercial, subi por dentro dele, desci a Madeira pelo lado oposto e finalmente voltei à Cauaxi, subindo.