Outubro de 2007
Arquivo Mensal
Qua 31 Out 2007
O título do post é literal, não figurado. Sim, porque ontem e hoje a água do chuveiro deu uma esfriada (ontem deliberadamente por mim, e hoje por acaso) enquanto tomava meu banho, e imediatamente reclamei de como a água estava fria. Engraçado como a gente se acostuma com a “zona de conforto”.
Lembrei em seguida e resolvi postar este texto, inclusive comentei com a Chris ontem a respeito, dos meus banhos no Caminho. QUANTAS vezes lá, nos albergues, não peguei água GELAAAADA pra tomar banho, e eu encarava, xingando à beça, tomando o banho em etapas, mas pelo menos achava bom de tomar banho. Curioso como a gente rapidamente dá as coisas por garantidas.
Agora que estou de volta à chamada “vida normal”, tenho tentado manter os ensinamentos e experiências do Caminho em mente e em prática, mas não tem sido sempre fácil no dia a dia. Creio que já falei a respeito em outros posts. Mas esse exemplo do banho pra mim foi muito simbólico. Lá repetíamos à exaustão a frase “O peregrino agradece, não exige”. Tudo bem que aqui não sou mais um peregrino em seu “formato original”, mas quero tentar manter algo desse espírito em mim.
Pois bem, ficar sem água quente antes era o normal, e era algo que eu desejava muito recuperar quando chegasse de volta, até escrevi aqui. Mas não podemos contar com nada na vida, acho que temos que batalhar por tudo. Uma glória do passado é só uma referência do que você pode fazer melhor no futuro. Aquele clichê de “não repousar nos louros do passado” acho que é uma frase muito pertinente, em muitos sentidos.
Outra coisa engraçada é o trânsito. VÁRIAS vezes me pego xingando ou o trânsito parado ou os barbeiros que passam à minha volta, muito mais perto ou erraticamente do que eu gostaria. E em especial quando estou parado no carro, fico pensando que seria muito melhor se eu descesse do carro e fosse andando. Ô cara pretensioso, meu!
Depois que andei os 800km a pé, acho que tudo é melhor assim. Mas logo volto à consciência e faço uma conta rápida: se o carro estiver andando a 10km/h, que é NADA para um carro, ainda assim é o DOBRO da velocidade que eu teria a pé.
Tudo bem que a pé seria muito mais agradável e menos estressante, mas continuaria sendo um esforço muito maior, e o resultado, em termos de tempo, não seria melhor, pelo contrário. Mas será que levar menos tempo é necessariamente melhor? Não sei. Ainda não desci do carro nenhum dia, mas tenho a firme convicção de que indo a pé (desde que isso já fosse previsto, ou seja, já tivesse o tempo necessário para chegar caminhando) as coisas seriam melhores. Toda vez que estou no trânsito me surpreendo estressado novamente, e acho péssimo. Enfim, coisas para aprender a botar em prática melhor no “novo” cenário…
E tudo isso me lembrou de um blog/newsletter que assino (que aliás anda meio errático no envio também, ou meu email anda me boicotando), que fala muito sobre sair da zona de conforto. Não por acaso, o nome da newsletter é QUEBRA TUDO, do blog BizRevolution. O autor, Ricardo Jordão Magalhães, fala sempre de quebrar os paradigmas, mas não como teórico, e sim na prática. “O que você está fazendo AGORA para atingir seus objetivos? Quais são seus planos de ação hoje, esta semana e este mês para atingir os objetivos do trimestre?”, e por aí vai. É totalmente focado em negócios e em especial em vendas, mas nem por isso menos inspirador. Eu não consigo - ainda - fazer 50% do que o cara sugere que a gente faça, mas sempre que leio, acende uma luz dentro de mim, e tento botar um pouco mais em prática.
Então, mais uma vez dando força pra quem merece, como fiz aqui com o Laerte, recomendo a todos que querem fazer mais de suas vidas que leiam, pelo menos uma vez, a newsletter desse cara. Você pode amar, odiar, ou achar que simplesmente não tem nada a ver. Mas DUVIDO que você vai passar incólume pelas idéias que ele propõe. E, como tenho dito tantas vezes, acho que é isso que a gente precisa - não só eu e muitos que lêem o blog aqui, mas o país inteiro: gente que pensa diferente e, acima de tudo, parte pra AÇÃO.
Então, que o Ricardo me perdoe por parafrasear (ou acho até que vai me elogiar, já que estou difundindo sua filosofia):
QUEBRA TUDO!
Foi pra isso que eu vim, e você?
E DÁ-LHE BANHO DE ÁGUA FRIA!
Vamos fazer por merecer nossa água quente a cada dia…
[]s
Gui
Ter 30 Out 2007
Dando sequência à
Confraria Literária proposta entre alguns amigos (
e já abandonada de cara pela Amiga Relapsa, que não fez sua lição de casa!), assumo eu a tarefa de prosseguir com a história…
Para saber mais sobre o que é a brincadeira e ler o primeiro capítulo, acesse o link acima.
Por enquanto está em fase “beta”
mas se tiver interesse de participar, deixe um comentário aqui no post!
Lá vamos…
Capítulo 2
A algumas horas de trem dali, no coração da Alemanha, Marian voltava da reunião no grande prédio envidraçado. Tinha sido sua primeira grande apresentação pelo escritório, e o projeto havia sido preparado e revisado por ela própria por noites a fio, considerando a importância deste cliente. Ganhar a concorrência para a construção deste novo hotel na cidade representaria um grande passo em sua carreira, e faria valer a pena todo o sacrifício que vinha fazendo em sua vida pessoal. Estava satisfeita com a reação às suas idéias ousadas para o visual da obra, e muito ansiosa em saber se ganhara ou não a conta. Ainda deveria permanecer no país mais 3 dias, até que anunciassem o resultado final, e caso seu escritório fosse o escolhido, deveria fazer uma nova reunião imediatamente após a divulgação. Exausta após todo o stress e noites mal dormidas, nem se lembrou que deveria ter retornado a ligação de seu namorado, que deixara um recado bastante desconexo em seu celular. Só pensava em chegar ao hotel e descansar, enfim.
No caminho, viu um bar com boa pinta e mudou de idéia, pensando que seria bom parar e tomar algo enquanto digeria todas as dúvidas em sua mente, ainda estava muito agitada. “Nada de mais”, imaginou, “tomo apenas um ou dois drinques para ajudar minha cabeça a relaxar junto com meu corpo, e logo vou dormir”. Mandou o taxista parar, pagou a corrida e entrou no bar apressadamente, analisando as pessoas à sua volta e os poucos lugares livres para se sentar. Por fim, escolheu um banco na ponta do balcão, perto de um casal também jovem e com boa aparência. Pareciam modelos, foi o que passou em sua cabeça, e ato contínuo pediu seu drinque favorito, um Rusty Nail. Nem fazia idéia do que lhe aguardava naquela noite.
Chris, agora a bola fica contigo! Os outros amigos estão muito relapsos para chamar qualquer deles para seguir adiante com o texto…
Seg 29 Out 2007
Publicado por Gui sob
Geral[3] Comentários
Lembro que na época de escola, sempre tinha um pessoal que gostava de responder, quando provocado por alguém cretino, que “o que vem de baixo não me atinge“. E sempre tinha outros, mais engraçadinhos, que gostavam de responder “então senta a bunda num formigueiro!”
Pois bem, sempre achei que era só uma resposta cretina, até esse sábado, quando fui ao Parque Villa-Lobos com a Chris e o Paul. Não, não foi a bunda, mas foi igualmente incômodo! Já quase saindo do parque, paramos com o Paul em uma área gramada, nem lembro por que, e eu parei em cima da grama. Em menos de 10 segundos comecei a sentir picadas nas pernas, doendo muito, e quando olhei pra baixo, eu tinha enfiado o tênis em um formigueiro pequeno, mas nervoso.
Os dois pés ficaram tomados de pequenas formigas vermelhas, que picaram meus tornozelos inteiros… ficaram inchados, cheios de feridas, e coçando feito o cão. Demorei um tempo para atinar o que tinha que fazer, entre me livrar da bolsa que eu carregava, tirar os tênis e meias e jogar a água do squeeze nos pés para ajudar a eliminar as pestes, então o estrago foi um pouco maior do que eu podia esperar. Esse fim de semana tinha horas que até doía para andar…
Nunca mais faço pouco caso da frase cretina dos tempos de escola
Sáb 27 Out 2007
Publicado por Gui sob
Geral[6] Comentários
Ontem foi um dia bem atribulado e, de certa forma, estressante. Tinha uma entrevista na
Michael Page e para isso fiz um pequeno trabalho de planejamento sobre a presença web da empresa que ia me entrevistar, durante toda manhã. Essa foi a parte atribulada, mas muito satisfatória, eu adoro fazer planejamento, então foi bem gratificante.
Fui pra lá no início da tarde para não arriscar de me atrasar, pois como era dia do rodízio do carro, ia deixá-lo no Shopping Morumbi e ir de táxi até a Funchal, para a entrevista, e depois voltar ao Shopping para ir para casa pelo Morumbi e Rodoanel, evitando o rodízio. A parte da ida foi tranqüila, a entrevista rolou no horário, foi interessante, e saí até antes do que eu imaginava. Aí começou o suplício.
Saí 10 pras 5h da Michael Page e peguei um táxi logo em frente, no e-Tower, já na mão certa pra ir pro Shopping, pra ficar mais fácil. Pois bem, demorei 50 minutos na Berrini e não consegui chegar NEM na Águas Espraiadas… um INFERNO. Aliás, a Águas Espraiadas que não chama mais assim, virou Jornalista Roberto Marinho, aqui é um festival de homenagens que vira e mexe muda o nome das ruas e avenidas como a gente já conhece. Pra mim, vai continuar sendo Águas Espraiadas, assim como pra muita gente. Esse é um traço cultural nosso que vale a pena discutir em outro post, aliás…
Bom, estava eu estressado no táxi, por conta do trânsito, do tempo que passava e do taxímetro rodando, pensando em como era diferente passar o tempo dentro do carro e andando… lembrei do Caminho, em como passar horas entre um lugar e outro servia como relaxamento e reflexão, tranqüilidade etc, e estava comparando com o stress de ficar ali parado no carro. O contexto, podia-se considerar parecido: estava indo de um lugar a outro, entre os dois pontos havia muito tempo sem nada mais para fazer, e portanto podia aproveitar da mesma maneira, certo? Errado.
Tentei relaxar, distrair a cabeça, voltar meus pensamentos para coisas agradáveis, lembrar de quando meditei no Alto de Mostelares, pensar num bom post para o blog
mas o clima do trânsito era venenoso, intoxicante. E aí veio a boa surpresa, exatamente quando tinha tudo isso em mente, o taxista voltou a bater papo comigo e logo em seguida não só se revelou um bom interlocutor, como um cara muito bacana: falou que ia tentar fazer um caminho diferente para fugir do trânsito, e como eu não tinha culpa de estar tudo parado, nem ele, iria desligar o taxímetro (!!!). Isso mesmo! Quem diria que nos dias de hoje encontramos gente assim?
Achei ótimo, claro, pois a corrida já estava virando uma grana pra um trecho tão curto mas o que mais me surpreendeu positivamente foi o gesto, independente da questão financeira. E aí também passamos o tempo todo batendo um papo agradável, interessante - e olhe que eu nos últimos tempos não tinha mais paciência pra ouvir taxista querendo puxar papo falando do Palmeiras e do Corinthians, de política etc. Sempre preferia dormir no táxi e pronto.
Mas o Laerte - esse era seu nome - contou histórias sobre como defendeu uma senhora de um motoboy folgado que bateu na porta, de suas soluções para o trânsito da cidade, do que ele ouvia alguns de seus clientes dizerem de cidades “no estrangeiro” que tinham metro pra todo lado, tudo de um jeito agradável e bem articulado. E ainda foi engraçado pois ele falava IGUALZINHO a um amigo nosso, o Wagner Yoshihara, quase perguntei se era parente
rs.
E contando sobre a história do motoboy com a velhinha, o Laerte mencionou como aconteceu:
o trânsito parado que nem esse aqui, e o motoboy veio com tudo e nao conseguiu brecar, aí bateu na porta da senhora no Uno, desceu da moto e já saiu gritando com ela, “ta louca tia” etc. Aí eu não aguentei, puxei o freio de mao, desci e fui falando o que estava acontecendo.
Nisso já tinha juntado outros 3 motoboys pra fazer pressao na senhora, toda assustada dentro do carro e já quase cedendo aos gritos deles, e eu falei mesmo: “você que fez cagada aí, a culpa foi sua que eu vi”. Aí os caras quiseram me pressionar também, dizendo que eu que era folgado e tudo mais, e por sorte parou outro taxista que desceu pra ver o que estava acontecendo.
Eu falei que folgados eram eles, que a culpa era do “cachorro louco”, anotei a placa da moto e dei junto com meu telefone pra senhora, e disse que se ela quisesse cobrar os prejuízos dele, eu era testemunha dela na hora. Como eu não tenho patrão mesmo, pra mim podia passar o dia inteiro na delegacia que tudo bem. E pouco depois todo mundo debandou, ela acabou não ligando, mas pelo menos acho que ajudei, não podia ver aquela palhaçada acontecendo e não fazer nada (…)
Prestem bem atenção nessa história e vejam que cara excepcional! Precisamos mesmo de mais disso por aqui, na minha opinião. Mais gente que, como ele, tira a bunda da cadeira e vai fazer o que tem que ser feito, como já mencionei em outros posts, inspirado na história da missa franciscana em La Faba. Junte-se a isso o gesto dele com o taxímetro, e temos um bom exemplo do tipo de cidadão que temos aqui na história. Um cara, pra mim, fora de série, pelo que me mostrou na 1h15 que passamos juntos.
Hoje tentei melhorar um pouco minha parte na cidadania também, catando o lixo que estava no chão de um quiosque do Parque Villa-Lobos, onde fomos passear, pra jogar fora junto com o meu. Não custa nada e “desincentiva” os outros a jogarem mais lixo ali. Lembrei da Teoria das Janelas Quebradas, que o Giuliani usou na sua administração em NY, que diz que um prédio com a janela quebrada tem mais chance de ser vandalizado novamente, pois as pessoas observam que a coisa está descuidada, então se preocupam menos ainda em cuidar daquilo elas mesmas.
Bom, fico por aqui com esse post, acho que os recados estão bem dados, e quem um dia estiver na região do e-tower, na Vila Olímpia, e precisar de táxi, procure pelo Laerte. Espero que você tenha mais sorte com o trânsito, mas já vai estar com sorte de andar com um cara tão gente fina.
[]s
Gui
Qua 24 Out 2007
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Bizarrices1 Comentário
Vocês não sabem a resposta a essa pergunta? O Google Maps sabe! Basta tomar apenas 4 trechos no caminho e voilà!
Essa foi ótima. A Chris que descobriu com o meu xará colega de escritório dela…
O engraçado é que ontem, por coincidência, fui almoçar com o Rafael, meu amigo que é do Apontador, e comentei com ele sobre o caso, ele disse que já sabia.
Não sei se foi gracinha de algum programador, se é erro mesmo, mas enfim, o que eu sei é que eu achei o máximo:
Tentem traçar uma rota no Google Maps entre SP ou RJ e Miami, para vocês verem o resultado (se é que ainda vai estar aparecendo…). Para quem não conseguir mais ver, segue aqui a imagem para registrar a sugestão fantástica do Google!
O melhor é que a rota é de carro e você tem que fazer uma parte “a nado”!!!! GENIAL!!!
hahahahaha
Seus problemas de viagens acabaram…
JABÁ EM TEMPO: pra dar uma força pro Rafa, aproveito o espaço aqui para reforçar que o Apontador, além de estar com nova versão colaborativa já há 1 ano, também é de graças, totalmente de grátis!
Aproveitem…
Sáb 20 Out 2007
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Geral[6] Comentários
Recebi hoje o
convite (ou seria um desafio?) da minha querida amiga e blogueira Lelê para participar de um MEME.
Bom, pra começo de conversa, perguntei “que cazzo é um MEME?”, questão que teve resposta rápida e eficiente dela através de um link enviado pelo Google Talk do blog Verdade Absoluta. Lendo ali, cheguei a um Blogossário (muito interessante por sinal, em especial para os blogueiros neófitos) que explicava sucintamente o conceito, retirado (ou adaptado) da Wikipédia:
Meme: Termo inventado pelo zoólogo e geneticista Richard Dawkins no seu livro O Gene Egoísta. Designa uma ideia isolada que se reproduz a si própria utilizando como veículos pessoas e redes tecnológicas como a Internet. Quando vemos a mesma notícia ou link a espalhar-se de modo quase exponencial pela blogoesfera, estamos a assistir à reprodução de um meme. Este conceito está na base de uma ciência: a memética.
Por sinal a definição da Wikipédia parece ser cheia de somebody love, vai escrever sobre meme assim lá na casa da memética, meu.
Enfim, voltando ao tópico em pauta, devo confessar à Lelê e aos amigos leitores que não dei muita bola no começo. Qual seria o sentido de pegar o livro mais próximo de você, abrí-lo na página 61 e transcrever o 5o. parágrafo? Bem, o sentido pra mim foi o desafio de fazer o impensável - copiar algo sem pensar.
Só que fiz minhas adaptações. Tenho que assumir que meu senso crítico não me permitiu copiar assim na lata, pois os livros que eu pegava ou não tinham 5 parágrafos na página 61, ou falavam de coisas boçais, então fui pegar um na minha cabeceira, e resolvi foi transcrever a página quase toda mesmo, já que era pequena
(…) No Rio é tudo exagerado. Me apareceu um vivente com o maior complexo de Édipo que eu já vi. O índio velho queria ir pra cama com a mãe e duas tias. Queria dinamitar o pai. O tratamento foi difícil, mas acho que no fim consegui controlar o animal. Na última sessão, fiz um teste, sutilmente:
- Tu quer comer a tua mãe?
- Eu não!
- Tem certeza?
- Tenho.
- Alguma pergunta?
- Tenho.
- Qual?
- Bolinar, pode?
Ganha uma bala quem adivinhar de qual livro é o trecho (rsrsrs).
Mas ainda gostei mais do que rolou no Verdade Absoluta, achei mais “construtivo” por assim dizer. Apesar dele convocar 5 outros blogueiros a participar da brincadeira, citando apenas 4 na verdade, o texto é bom.
Os exemplos são fantásticos, realmente dignos de serem indicados ao IgNobel na versão civil (rs).
Enfim, agora quero ver vocês aí, seus blogueiros de plantão - o Amigo, a Chris, o Paranoid J, fazerem o mesmo! Duvido que alguém pegue uma página 61 com a tanta classe como eu.
Sex 19 Out 2007
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Vi outro dia só a chamada do Esporte Espetacular que ia ao ar dia 07/10 falando desta matéria e já tinha me interessado… não vi no dia, aliás só consegui ver essa semana, por alguma incompetência de quem atualiza o site do programa. Mas enfim.
Eu escrevi durante o Caminho, acho que algumas vezes inclusive (nas fotos pelo menos), a frase “Sou do tamanho daquilo que vejo, e não da minha altura“. Pois esta matéria é um exemplo concreto desse pensamento. Tirando o tom meio meloso da Globo, com direito a musiquinha triste etc, a história do cara é muito legal.
O Edinho (esse é o nome dele) é anão e mora no MS, onde trabalha como suporte de TI numa empresa de frigorífico (ou algo assim), e de noite ainda vai pra faculdade a 180km de onde ele mora, pegando 2h de ônibus. Sabem o que ele estuda? Educação Física. Pra um dia poder ser treinador de basquete, se tudo der certo. Enquanto isso, ele ensina crianças e adolescentes na escola municipal. A fazer o quê? Jogar basquete.
Diz a matéria que ele joga entre os adultos também, e inclusive mostra um jogo dele no time de Dourados (MS), que por sinal ganhou e se classificou pra não lembro qual campeonato. Mas o legal é que o cara tem um sonho e está correndo atrás - e como a natureza não beneficiou ele com o que é “normal” pra o que ele quer fazer, a saída do cara foi se especializar: roubadas de bola (perfeito! rs) e arremessos de 3 pontos. E pelo vídeo o cara arremessa bem pra caramba!
Daria até para fazer um paralelo com os ensinamentos de Marketing, sobre posicionamento, nichos de atuação, USP, diferenciais competitivos etc e tal. Mas hoje vou ficar apenas com a lição de vida mesmo
E, como cita a matéria no final, de Fernando Pessoa:
Tudo vale a pena quando a alma não é pequena
Realmente esse cara, de pequeno, só tem o físico mesmo… parabéns pra ele!
Qui 18 Out 2007
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Geral[2] Comentários
Um pequeno post-homenagem retroativo, para agradecer (mais uma vez) à minha amada mulher e melhor amiga pela data de terça…
Sunflower smiling at the sun
Your time is gonna’ come
Keep your eyes on sunny skies
Your heart soars above the clouds
Sings a song out loud
For a brand new day - not so far away
Isn’t it amazing - what you see
Isn’t it amazing - what you do
Isn’t it amazing - everything
Sunflowers in spring - they’re just like you
Sunflower wipe away your tears
All your doubts and fears
You were born to fly - so high
Sunflower everybody knows
You’re the one that grows in a sunny place
Such a happy face
(Alice Peacock)
Qui 18 Out 2007
Publicado por Gui sob
GeralSem Comentários
Acabo de ver uma reportagem com o Rubinho Barrichello no Globo Esporte, que começou com ele (pra variar) se justificando pelo mau desempenho, o motor era ruim etc etc etc…
Sinceramente, ainda não sei se ele é um coitado extremamente azarado e igualmente persistente, ou se ele é só ruim mesmo e até hoje não se deu conta. Sei lá. Mas o que me chamou a atenção foi logo em seguida, ele com os filhos, um dos moleques falando que não quer saber de ser piloto, que quer ser jogador de futebol. E o Rubinho dizendo que “pra ele deve ser complicado essa pressão, quando corre de kart etc”…
Aí veio o filho mais novo, no colo do pai, com a locução da Globo: “Mas o futuro dos Barrichello nas pistas está garantido!”, e o Rubinho dizendo que esse vai seguir sua carreira.
Não pude deixar de imaginar a cena:
Rubinho: E aí filho, quando você crescer quer ser igual ao papai?
Filho: Não pai, eu quero ser piloto mesmo!
EM TEMPO: De coitado mesmo ele não tem nada, com o tanto de grana que ganha!
Qui 18 Out 2007
Publicado por Gui sob
Geral[3] Comentários
Ontem acabei vendo, por acaso (porque sabia que ia ter esse jogo mas não fazia idéia que era ontem e nem que horas) o segundo tempo do jogo Brasil x Equador que rolou no Maracanã. Realmente, ver a seleção jogar naquele estádio lotado é uma coisa de louco, merece até sessão do Analista de Bagé depois.
E apesar de não ter visto o primeiro tempo, e apesar de o jogo ser contra o “perigosíssimo” Equador (último lugar na tabela), eu gostei muito do segundo tempo.
O primeiro gol parece ter surgido numa jogada bonita. A pressão do meio de campo para frente pareceu funcionar bem e a defesa roubou várias bolas. Mas os dois melhores lances foram pra mim, sem dúvida, foram o gol FENOMENAL do Kaká na “gaveta”, chute perfeito, e o drible fantástico do Robinho, que pedalou 3 vezes, mandou uma letra só pra enganar o marcador e ainda fez o elástico em cima do zagueiro, humilhando completamente a defesa dos caras e ainda terminando com o gol do Elano. Uma jogada pra ver e rever.
O engraçado é que apesar de tudo isso, muitas bolas roubadas foram meio no susto e alguns dribles passaram na sorte, ou seja, o time deslanchou bem no segundo tempo mas não estava super eficiente, acho que demos sorte que era o Equador e não outra seleção mais forte. O pobre goleiro equatoriano até engoliu aquele frango impensável no final, deixando o Kaká até sem graça de comemorar… vibrar por mérito próprio é ótimo, mas tripudiar em cima da incompetência dos outros seria muita falta de cavailheirismo mesmo, né!
Enfim, a seleção mandou bem, mas pelo que vi, a torcida tinha até vaiado no início do jogo, e depois ovacionou e ainda fez olé. Coisas do futebol, literalmente (rs). Mas o que me chamou a atenção e motivou esse post é que uma hora o Kaká deu uma mega “espanada” ao chutar uma bola e o Galvão Bueno narrou: “Kaká não pegou muito bem nessa bola mas valeu a tentativa”. Tipo, a bola foi TOTALMENTE fora do gol, mas a Globo é muito neutra pra falar “que chute nada a ver” ou algo assim. E fiquei pensando nisso, como eles gostam de agradar à média e não ter posições mais enfáticas, etc… mas aí agora de manhã estava vendo meus emails e encontrei um que recebi de um amigo, com diálogos atribuídos ao saudoso Piquet, que de eufemista não tinha nada. Isso é uma das coisas que fazia dele um ícone no esporte - gostassem dele ou não, ninguém ficava “imune” à sua personalidade…
Portanto, aqui vão os PIQUET FACTS (resumido), uma pérola do diretismo (rs), pra quem acha que esse país precisa de mais gente com opiniões firmes:
Tratando-se de perguntas e respostas cretinas no mundo do automobilismo, temos que citar o irônico e sutil Nelson Piquet. Ninguém conseguiu ser tão direto e sacana com os repórteres como o ex-piloto da Brabham.
- Repórter: “E aí Piquet, vai ganhar hoje?”
- Piquet: “Sou piloto, não sou vidente”
- Repórter: “Piquet, vai correr pra vencer?”
- Piquet: “Não, acho que hoje vou correr pra chegar em 14º ou 15º”
- Repórter: “Piquet, você não esperava por esta vitória, certo?”
- Piquet: “Realmente não, eu esperava que todos batessem na primeira curva”
- Repórter: “Na Fórmula 1 tem algum viado?”
- Piquet: “Se tiver eu como.”
Quando foi fazer seu primeiro teste na Fórmula 1:
- Repórter: Já sentou em um F1 antes?
- Piquet: Sim, meu amigo Emerson tem um e eu sentei no banco dele uma vez pra tirar foto.”
E algumas de suas pérolas…
“O Mansell tem as duas mulheres mais feias do mundo. A de verdade e a estátua na casa dele.” (Mansell tem a estátua da esposa no jardim de sua casa)
“O Gilles usava um capacete com numero menor, dai o capacete comprimia o seu cérebro. Era só ele colocar e sair fazendo merda.”
“Quase tive um orgasmo ao ver o Mansell ali, parado.”
“Sabe por que o Senna corre com o número 12? Porque ele é só meio viado.”
- Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
- Piquet: “Sim”
- Repórter: “Então porque você socou o Salazar?”
- Piquet: “Pra ele aprender”
- Repórter: “Porque não no Mansell?”
- Piquet: “Porque esse não iria aprender nunca”
Valeu ao Dani Magalhães pelos Piquet Facts
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