Um pequeno post-homenagem retroativo, para agradecer (mais uma vez) à minha amada mulher e melhor amiga pela data de terça…
Sunflower smiling at the sun
Your time is gonna’ come
Keep your eyes on sunny skies
Your heart soars above the clouds
Sings a song out loud
For a brand new day - not so far away
Isn’t it amazing - what you see
Isn’t it amazing - what you do
Isn’t it amazing - everything
Sunflowers in spring - they’re just like you
Sunflower wipe away your tears
All your doubts and fears
You were born to fly - so high
Sunflower everybody knows
You’re the one that grows in a sunny place
Such a happy face
(Alice Peacock)
Acabo de ver uma reportagem com o Rubinho Barrichello no Globo Esporte, que começou com ele (pra variar) se justificando pelo mau desempenho, o motor era ruim etc etc etc…
Sinceramente, ainda não sei se ele é um coitado extremamente azarado e igualmente persistente, ou se ele é só ruim mesmo e até hoje não se deu conta. Sei lá. Mas o que me chamou a atenção foi logo em seguida, ele com os filhos, um dos moleques falando que não quer saber de ser piloto, que quer ser jogador de futebol. E o Rubinho dizendo que “pra ele deve ser complicado essa pressão, quando corre de kart etc”…
Aí veio o filho mais novo, no colo do pai, com a locução da Globo: “Mas o futuro dos Barrichello nas pistas está garantido!”, e o Rubinho dizendo que esse vai seguir sua carreira.
Não pude deixar de imaginar a cena:
Rubinho: E aí filho, quando você crescer quer ser igual ao papai?
Filho: Não pai, eu quero ser piloto mesmo!
EM TEMPO: De coitado mesmo ele não tem nada, com o tanto de grana que ganha!
Ontem acabei vendo, por acaso (porque sabia que ia ter esse jogo mas não fazia idéia que era ontem e nem que horas) o segundo tempo do jogo Brasil x Equador que rolou no Maracanã. Realmente, ver a seleção jogar naquele estádio lotado é uma coisa de louco, merece até sessão do Analista de Bagé depois.
E apesar de não ter visto o primeiro tempo, e apesar de o jogo ser contra o “perigosíssimo” Equador (último lugar na tabela), eu gostei muito do segundo tempo.
O primeiro gol parece ter surgido numa jogada bonita. A pressão do meio de campo para frente pareceu funcionar bem e a defesa roubou várias bolas. Mas os dois melhores lances foram pra mim, sem dúvida, foram o gol FENOMENAL do Kaká na “gaveta”, chute perfeito, e o drible fantástico do Robinho, que pedalou 3 vezes, mandou uma letra só pra enganar o marcador e ainda fez o elástico em cima do zagueiro, humilhando completamente a defesa dos caras e ainda terminando com o gol do Elano. Uma jogada pra ver e rever.
O engraçado é que apesar de tudo isso, muitas bolas roubadas foram meio no susto e alguns dribles passaram na sorte, ou seja, o time deslanchou bem no segundo tempo mas não estava super eficiente, acho que demos sorte que era o Equador e não outra seleção mais forte. O pobre goleiro equatoriano até engoliu aquele frango impensável no final, deixando o Kaká até sem graça de comemorar… vibrar por mérito próprio é ótimo, mas tripudiar em cima da incompetência dos outros seria muita falta de cavailheirismo mesmo, né!
Enfim, a seleção mandou bem, mas pelo que vi, a torcida tinha até vaiado no início do jogo, e depois ovacionou e ainda fez olé. Coisas do futebol, literalmente (rs). Mas o que me chamou a atenção e motivou esse post é que uma hora o Kaká deu uma mega “espanada” ao chutar uma bola e o Galvão Bueno narrou: “Kaká não pegou muito bem nessa bola mas valeu a tentativa”. Tipo, a bola foi TOTALMENTE fora do gol, mas a Globo é muito neutra pra falar “que chute nada a ver” ou algo assim. E fiquei pensando nisso, como eles gostam de agradar à média e não ter posições mais enfáticas, etc… mas aí agora de manhã estava vendo meus emails e encontrei um que recebi de um amigo, com diálogos atribuídos ao saudoso Piquet, que de eufemista não tinha nada. Isso é uma das coisas que fazia dele um ícone no esporte - gostassem dele ou não, ninguém ficava “imune” à sua personalidade…
Portanto, aqui vão os PIQUET FACTS (resumido), uma pérola do diretismo (rs), pra quem acha que esse país precisa de mais gente com opiniões firmes:
Tratando-se de perguntas e respostas cretinas no mundo do automobilismo, temos que citar o irônico e sutil Nelson Piquet. Ninguém conseguiu ser tão direto e sacana com os repórteres como o ex-piloto da Brabham.
- Repórter: “E aí Piquet, vai ganhar hoje?”
- Piquet: “Sou piloto, não sou vidente”
- Repórter: “Piquet, vai correr pra vencer?”
- Piquet: “Não, acho que hoje vou correr pra chegar em 14º ou 15º”
- Repórter: “Piquet, você não esperava por esta vitória, certo?”
- Piquet: “Realmente não, eu esperava que todos batessem na primeira curva”
- Repórter: “Na Fórmula 1 tem algum viado?”
- Piquet: “Se tiver eu como.”
Quando foi fazer seu primeiro teste na Fórmula 1:
- Repórter: Já sentou em um F1 antes?
- Piquet: Sim, meu amigo Emerson tem um e eu sentei no banco dele uma vez pra tirar foto.”
E algumas de suas pérolas…
“O Mansell tem as duas mulheres mais feias do mundo. A de verdade e a estátua na casa dele.” (Mansell tem a estátua da esposa no jardim de sua casa)
“O Gilles usava um capacete com numero menor, dai o capacete comprimia o seu cérebro. Era só ele colocar e sair fazendo merda.”
“Quase tive um orgasmo ao ver o Mansell ali, parado.”
“Sabe por que o Senna corre com o número 12? Porque ele é só meio viado.”
- Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
- Piquet: “Sim”
- Repórter: “Então porque você socou o Salazar?”
- Piquet: “Pra ele aprender”
- Repórter: “Porque não no Mansell?”
- Piquet: “Porque esse não iria aprender nunca”
Valeu ao Dani Magalhães pelos Piquet Facts