Recebi hoje o convite (ou seria um desafio?) da minha querida amiga e blogueira Lelê para participar de um MEME.
Bom, pra começo de conversa, perguntei “que cazzo é um MEME?”, questão que teve resposta rápida e eficiente dela através de um link enviado pelo Google Talk do blog Verdade Absoluta. Lendo ali, cheguei a um Blogossário (muito interessante por sinal, em especial para os blogueiros neófitos) que explicava sucintamente o conceito, retirado (ou adaptado) da Wikipédia:
Meme: Termo inventado pelo zoólogo e geneticista Richard Dawkins no seu livro O Gene Egoísta. Designa uma ideia isolada que se reproduz a si própria utilizando como veículos pessoas e redes tecnológicas como a Internet. Quando vemos a mesma notícia ou link a espalhar-se de modo quase exponencial pela blogoesfera, estamos a assistir à reprodução de um meme. Este conceito está na base de uma ciência: a memética.
Por sinal a definição da Wikipédia parece ser cheia de somebody love, vai escrever sobre meme assim lá na casa da memética, meu.
Enfim, voltando ao tópico em pauta, devo confessar à Lelê e aos amigos leitores que não dei muita bola no começo. Qual seria o sentido de pegar o livro mais próximo de você, abrí-lo na página 61 e transcrever o 5o. parágrafo? Bem, o sentido pra mim foi o desafio de fazer o impensável - copiar algo sem pensar.
Só que fiz minhas adaptações. Tenho que assumir que meu senso crítico não me permitiu copiar assim na lata, pois os livros que eu pegava ou não tinham 5 parágrafos na página 61, ou falavam de coisas boçais, então fui pegar um na minha cabeceira, e resolvi foi transcrever a página quase toda mesmo, já que era pequena
(…) No Rio é tudo exagerado. Me apareceu um vivente com o maior complexo de Édipo que eu já vi. O índio velho queria ir pra cama com a mãe e duas tias. Queria dinamitar o pai. O tratamento foi difícil, mas acho que no fim consegui controlar o animal. Na última sessão, fiz um teste, sutilmente:
- Tu quer comer a tua mãe?
- Eu não!
- Tem certeza?
- Tenho.
- Alguma pergunta?
- Tenho.
- Qual?
- Bolinar, pode?
Ganha uma bala quem adivinhar de qual livro é o trecho (rsrsrs).
Mas ainda gostei mais do que rolou no Verdade Absoluta, achei mais “construtivo” por assim dizer. Apesar dele convocar 5 outros blogueiros a participar da brincadeira, citando apenas 4 na verdade, o texto é bom.
Os exemplos são fantásticos, realmente dignos de serem indicados ao IgNobel na versão civil (rs).
Enfim, agora quero ver vocês aí, seus blogueiros de plantão - o Amigo, a Chris, o Paranoid J, fazerem o mesmo! Duvido que alguém pegue uma página 61 com a tanta classe como eu.