Sabem aquela frase, “quanto mais sei, mas sei que nada sei”?
Bom, conheci outro dia um site totalmente despretensioso que mostra no mapa mundi os países que você já conhece, conforme sua seleção. Não posso reclamar pois já tive boas oportunidades de viajar e conhecer vários lugares, mas já sabia que ainda queria conhecer muito mais. Só não sabia que eu conhecia tão pouco do mundo - apenas 5%, segundo o site!!
Preciso visitar uns países maiores… hahahaha

Como eu dizia já nos tempos de Caminho:
Let’s hit the road, Jack…
Sim, o título é, antes de mais nada, uma homenagem ao meu time de coração, o
SPFC, que ontem a noite se sagrou
pentacampeão brasileiro, com muito orgulho.
E, a despeito do que a Chris fica falando, suas glórias vêm DESDE o passado, é um time de tradição, mas mais que isso, e não só porque é o time para o qual eu torço, é o melhor exemplo de administração de futebol da atualidade no Brasil. Os adversários que me perdoem, mas no fundo sabem que é verdade. Até os Atleticanos e Curinthianos.
Mas este post é também uma homenagem ao conceito que falei no post de ontem, onde falei sobre os banhos de água fria, sobre QUEBRA TUDO et cetera. Por quê? Isso me veio à cabeça assistindo à comemoração do time pela TV, onde um dos jogadores (não lembro qual), ao ser perguntado sobre quando tinha sido o momento quando o SPFC sentiu que tinha ganhado o título, respondeu: “Na verdade, nós ganhamos esse campeonato desde que ele começou. A gente ganhar hoje é só resultado de todos os jogos que nos esforçamos, desde o início” (ou algo parecido com isso). O fato que interessa aqui é o conceito.
O SPFC ganhou porque foi bem a cada jogo, e venceu com 4 rodadas de antecipação porque CADA resultado foi importante, e não só um ou outro clássico, ou a final. Esse eu acho que é um bom exemplo de não dar as coisas por garantidas, é bater a meta antes do fim do trimestre, do semestre, do ano. Cada jogo, batalha, negócio é importante no resultado final.
E o outro ponto é o tal do “grupo”. Tem um ou outro destaque individual? Sempre tem. Mas o time é famoso por sempre fomentar as categorias de base, por estar sempre formando novos bons jogadores. E aí o “grupo” está sempre forte. O talento individual pode fazer a diferença, mas dificilmente vai segurar todos os resultados.
Só pra completar, voltando ao ponto da administração, minutos após terminado o jogo, os jogadores e dirigentes já vestiam a nova camiseta do 5-3-3 (aludindo às vitórias do SPFC), e na TV já diziam: “a partir de amanhã, os torcedores já podem comprar essa camiseta na loja do São Paulo, no Morumbi etc”. O site já estava atualizado hoje com imagens do jogo de ontem, da comemoração do Muricy e jogadores. Acho que isso falta muito aos nossos clubes, o SPFC é um dos que melhores administram a sua “marca” junto aos torcedores, em termos de marketing e financeiros, mas ainda assim estamos a anos-luz dos times europeus. Futebol é paixão nacional sim. Mas junto com isso é negócio também, e deveríamos aproveitar melhor.
E o último acréscimo neste texto vai para o adversário de ontem, o América/RN. Na hora do almoço, um jogador deles deu entrevista na TV falando que eles estavam rebaixados sim, mas que pelos menos “estavam na final”, rindo despretensiosamente. A presença de espírito e bom humor do cara me chamaram a atenção: eles já estão matematicamente rebaixados, destinados à segunda divisão no ano que vem, mas nem por isso o cara estava deprimido ou algo do gênero. Pelo contrário, seu riso e a piada, aludindo ao jogo que poderia dar ao SPFC o título, mostraram que, quem quer, sempre acha o lado bom das coisas.
Enfim, SALVE O TRICOLOR PAULISTA! Pelo pentacampeonato, e pelo exemplo de “plano de ação” que botou em prática!