Qui 6 Dez 2007
Recebi esta notícia por email, e é no mínimo curioso ver como as pessoas reagem a determinadas coisas…
Seguindo o ditado que diz que “quem desdenha quer comprar”, e algumas teorias da minha analista sobre as reações de rejeição, será que o comandante da notícia abaixo ficou preocupado de algum mistério seu vir à tona? Ou ficou com inveja dos sanduíches da lanchonete, vai saber…
rs
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Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíches como patentes militares
Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local.
Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e
pedir: “quero um coronel mal passado”. Ou sair de lá dizendo: “acabei de comer um sargento”.
Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas. Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.
A casa oferece lanches como o “coronel” (que é o filé com presunto) e o “comandante” (um prato com calabresa frita) etc. A brincadeira foi demais para o parco humor da Polícia Militar que diz que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes. Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a corporação. O cardápio - garante o dono da lanchonete - pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar. O prato mais caro era o ” comandante”.
O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra, para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, “lula à milanesa”, “filé a cavalo” ou “coronel mal passado” etc. O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que “se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”.
Como se sabe, brigadeiro - além de ser a mais alta patente da Aeronáutica - é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças. “Em Penedo, comer brigadeiro pode, mas comer coronel, está proibido” - ironizam os advogados da cidade.
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Ainda caberia mais um comentário aqui inspirado na Liga da Justiça (paradoxalmente, o nome da Liga não faz jus ao sentido da frase…):
Enquanto isso, no Senado Nacional…
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Dezembro 6th, 2007 at 19:47
Show de bola essa matéria
Dezembro 6th, 2007 at 20:38
Realmente a bizarrice está em se importar com o nome dos sanduiches. Será que alguns setores da segurança não veêm o que ocorre a sua volta? Ainda mais no estado lá dele.
Agora quanto as brincadeiras com os nomes dos lanches, podem ser hilárias - principalmente as diferenciadas. Imagine alguém pedindo um comandante com duas linguiças, ou um sargento bem passado em baixo, ou um coronel sem presunto pois comeu um em SP, perto do Carandiru, que tinha muito presunto e enjoou.
Dezembro 7th, 2007 at 07:55
hahahahaha
ou então um capitão com ketchup, um major com pickles no meio, coisas assim… rs